quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ômega-3 e Crescimento Muscular


Ômega – 3 e Crescimento Muscular: Anabólico e Anti-catabólico!!!

- Ross JA, Moses AG, Fearon KC. The anti-catabolic effects of n-3 fatty acids. Current opinion in clinical nutrition and metabolic care 1999;2(3):219-26.

- Whitehouse AS, Smith HJ, Drake JL, Tisdale MJ. Mechanism of attenuation of skeletal muscle protein catabolism in cancer cachexia by eicosapentaenoic acid. Cancer Res“2001;61(9):3604-9.

- Noreen EE, Sass MJ, Crowe ML, Pabon VA, Brandauer J, Averill LK. Effects of supplemental fish oil on resting metabolic rate, body composition, and salivary cortisol in healthy adults. Journal of the International Society of Sports Nutrition 2010;7:31.

- Attaix D, Ventadour S, Codran A, Bechet D, Taillandier D, Combaret L. The ubiquitin-proteasome system and skeletal muscle wasting. Essays Biochem 2005;41:173-86.


Artigo traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com

A maioria dos suplementos são usados para um objetivo específico, por exemplo para perda de gordura, crescimento muscular ou na promoção geral da saúde. Entretanto existem algumas exceções. O ômega-3 é uma delas.
Todos nós sabemos sobre os incríveis benefícios do ômega-3 para a saúde cardiovascular. Agora vamos analisar o potencial do ômega-3 para aqueles que têm um interesse maior no crescimento muscular...

Efeitos Anti-catabólicos do Ômega-3:
A proteína muscular sofre um processo contínuo de síntese (anabolismo) e degradação (catabolismo). Com a saúde equilibrada, os processos anabólicos e catabólicos estão balanceados para manter a estabilidade ou aumentar a massa muscular (como é observado no treinamento com pesos combinado com uma nutrição adequada).

O catabolismo do tecido muscular é comum em ambos os estados clínicos (por exemplo o diabetes, falha renal, trauma e câncer) e durante dietas para perda de peso e outras condições de stress.
Durante estes estados catabólicos; a degradação da proteína muscular excede a síntese, o que resulta na perda muscular e fraqueza.
O catabolismo da proteína muscular é primariamente causado pelo sistema ubiquitina-proteassoma. É aqui que o ômega-3 entra em cena, isso porque o ácido graxo EPA diminui de forma significativa a ação catabólica do sistema ubiquitina-proteassoma.

Outro mecanismo pelo qual o ômega-3 exerce seu efeito anti-catabólico é pela redução dos níveis de cortisol. Como nós todos sabemos, o cortisol destrói o tecido muscular e tem uma série de outros efeitos prejudiciais quando presente em níveis cronicamente elevados, sendo este mais um efeito benéfico do ômega-3 reforçando sua ação anti-catabólica.

Efeitos Anabólicos do Ômega-3:
O que faz do ômega-3 um nutriente especialmente interessante é porque ele promove o crescimento muscular não somente inibindo o catabolismo, mas também estimulando o anabolismo muscular. Estudos recentes mostram que a suplementação por 8 semanas com 4 gramas por dia de ômega-3 concentrado fornecendo uma dose diária de 1,86g de EPA e 1,5g de DHA, significantemente aumenta a resposta anabólica da síntese de proteína muscular em relação aos aminoácidos e à insulina.

A maior resposta anabólica aos aminoácidos e à insulina é devido principalmente ao aumento da ativação da via de sinalização do mTOR/p70S6K, a qual é considerada um ponto de controle fundamental para o anabolismo muscular e aumento da célula muscular.
O mesmo estudo mostrou que a suplementação com ômega-3 em indivíduos saudáveis com idade entre 25 e 45 anos dobrou a proporção de EPA e DHA na membrana das células musculares. Desta forma percebemos que a suplementação com ômega-3 influência os sinais da cascata anabólica afetando a composição da membrana lipídica e sua fluidez.

Você já possui mais de 45 anos? Não se preocupe; você ainda se beneficiará dos efeitos anabólicos do ômega-3.
O mesmo grupo de pesquisadores conduziu outro estudo um protocolo de pesquisa idêntico (1,86g de EPA e 1,5g de DHA por 8 semanas), em indivíduos com mais de 65 anos de idade (entre 65 e 71 anos). O resultado foi o mesmo do estudo com jovens; a suplementação com ômega-3 aumentou de forma significativa o anabolismo do tecido muscular em resposta aos aminoácidos e à insulina. Desta forma, o ômega-3 parece atenuar a resistência anabólica associada com o avanço da idade. Os pesquisadores ficaram tão impressionados com o resultado obtido; chegando a conclusão que este pode ser usado tanto na prevenção quanto no tratamento da sarcopenia.
Futuramente seriam muito interessante estudos de longa duração que medissem a capacidade do ômega-3 em induzir ganhos de massa muscular e também como a resposta anabólica do ômega-3 interagindo com o treinamento com pesos.

Se você está procurando construir músculos ou prevenir a perda de músculos durante uma dieta, as evidências reforçam a adição de ômega-3 em seu regime de suplementação.
O ômega-3; especialmente o EPA, não só neutraliza a perda de massa muscular que nos vimos em estados catabólicos e de stress, mas também melhora a resposta anabólica aos estímulos nutricionais nos músculos de jovens, pessoas de meia idade e idosos. Deste modo; ele afeta beneficamente os dois lados (catabólico e anabólico), no equilíbrio da proteína muscular.

Os estudos até a data usaram uma dosagem de ômega-3 que corresponde a 1,86 g de EPA e 1,5 g de DHA (que pode ser considerada uma dose medianamente alta).
Nós não sabemos ainda se doses mais altas ou mais baixas teriam um efeito melhor ou pior, mas esta dose é uma ótima indicação para se começar.
Bons ganhos musculares!!!
Setembro/2011

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Deficiência de Iodo


DEFICIÊNCIA DE IODO
(Uma epidemia desconsiderada)

- Manner, M.G., et al. Salt Iodization for the Elimination of Iodine Deficiency. International Council for the Control of Iodine Deficiency Disorders. 1995.

- Modern Nutrition in Health and Disease, 9th Edition. Williams and Wilkins, 1999.

- Adrasi, E. Iodine concentration in different human brain parts. Analytical and Bioanalytical chemistry. November 13, 2003.

Artigo traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com

(David Brownstein, MD)

Eu estou envolvido com pesquisas sobre o iodo a sete anos. Durante este período, o iodo mostrou os melhores resultados clínicos quando comparado com qualquer outro nutriente.
Até a data atual, meus parceiros e eu pesquisamos o nível de iodo em mais de 5000 pacientes.
Os resultados mostram que mais de 96% dos pacientes testados possuem baixos níveis de iodo, sendo que a grande maioria são severamente deficientes em iodo.

Eu acredito que a deficiência de iodo está ocorrendo numa taxa epidêmica em todo os EUA. As consequências da deficiência de iodo são severas: retaedo mental, diminuição do QI (inteligência), déficit de atenção e hiperatividade (ADHD), infertilidade, problemas na tireóide, câncer de seio, próstata, ovários, tireóide e útero.
Infelizmente existe muita informação errada sobre o iodo.
As pessoas tem medo de usar o iodo devido a boatos sem fundamento
sobre este nutriente.
Por mais de 100 anos, o iodo é conhecido como o elemento necessário para a produção do hormônio da tireóide.
Entretanto, é raro ver qualquer outra informação sobre os outros benefícios do iodo. O iodo está presente em cada uma dos trilhões de células do corpo.

Sem os níveis adequados de iodo, a vida não seria possível.
O iodo não é somente necessário para a produção do hormônio da tireóide, ele é responsável também pela produção de todos os outros hormônios do corpo.
Níveis adequados de iodo são necessários para o funcionamento adequado do sistema imune.
O iodo possui uma potente ação antibacteriana, antiparasitária, antiviral e anticancêr. O iodo é também efetivo no tratamento de mamas fibrocísticas e cistos ovarianos. A tabela 1 que está no final do artigo mostra alguns dos muitos benefícios do iodo e algumas condições que podem se beneficiar com uma suplementação adequada de iodo.

Aproximadamente 1,5 bilhão de pessoas, cerca de um terço da população do planeta, residem em áreas defecientes em iodo como definido pela Organização mundial da saúde. As desordens pela deficiência de iodo podem resultar em retardo mental, bócio, aumento da mortalidade infantil, infertilidade e declínio sócio econômico.
A desordem por deficiência de iodo é a forma de prevenção mais comum de doenças como o retardo mental.
O iodo é relativamente um elemento raro, ele está situado em sexagésimo segundo lugar entre os mais abundantes elementos da terra. O iodo é encontrado principalmente na água do mar em quantidades muito pequenas e em rochas sólidas (usualmente próximas ao oceano) que se formam com a evaporação da água do mar. O iodo também pode ser encontrado em organismos marinhos, como as algas.

De fato, as algas são a mais abundante fonte de iodo porque elas possuem a habilidade de concentrar uma grande quantidade de iodo que retiram da água do mar.
O solo mais rico em iodo proporciona alimentos com maior quantidade deste mineral.
O iodo disponível comercialmente vem de diversas fontes: salitre chileno, algas marinhas e de água salgada de poços de petróleo.
Onde encontramos o iodo em nosso corpo?
Todas as células em nosso corpo contém e utilizam o iodo, mas as maiores concentrações estão presentes no sistema glandular.
A glândula tireóide possui a mais alta concentração de iodo do que qualquer outro órgão. Altas quantidades de iodo são também estocadas em muitas outras áreas do corpo incluindo as glândulas salivares, o fluído cérebro-espinhal e o cérebro, a mucosa gástrica, o plexo coróide, os seios, os ovários e o corpo ciliar dos olhos.

No cérebro, o iodo se concentra na substância negra, uma área do cérebro que está associada com a doença de Parkinson. O iodo é essencial para o crescimento e desenvolvimento normal da criança. A deficiência grave de iodo pode resultar em séria deficiência mental e surdez. Em adição, aborto espontâneo, como também o atraso no desenvolvimento físico e intelectual está associado com a deficiência de iodo.
O déficit de atenção por hiperatividade é uma doença também relacionada com a deficiência de iodo.
Reciprocamente, muito iodo pode ser um problema. Em casos raros, o excesso de iodo (doses maiores que 1 grama/dia) está associado com sintomas de hipertireoidismo.

 Qual a quantidade de Iodo que você necessita?

A melhor maneira de verificar a quantidade de iodo que você precisa é
fazer exames para ver o status de iodo no corpo. Os níveis de iodo podem ser checados no sangue ou na urina. O exame mais aceitado é o da urina. O melhor exame para verificar os níveis de iodo é o ensaio de carregamento de iodo. Este teste é feito ingerindo 50 mg de iodo; fazendo-se a coleta de urina por 24 horas.
Medindo a quantidade de iodo excretado na urina, você pode verificar o status corporal de iodo. Nossa pesquisa mostra que pessoas saudáveis têm aproximadamente uma excreção de 90%. Desta forma, se ela ingeriu 50 mg de iodo em 24 horas ela irá excretar 45 mg e reter 5mg. Quanto mais doente a pessoa está, geralmente menor é sua taxa de excreção.

Em essência, se a pessoa está muito doente, seu corpo pede por mais iodo e então ela excreta menos durante o carregamento de iodo. Nesse caso, ela irá reter uma grande parte da carga de iodo e sua taxa de excreção ficará abaixo de 90%.
O teste de carregamento de iodo ajuda muito a direcionar a dose adequada de iodo. Minha experiência mostra que a maioria dos adultos terão ótimos resultados com doses entre 20 a 25 mg por dia.
As crianças precisam de doses menores e esta pode ser calculada apropriadamente com base no seu peso corporal. Minha experiência prática mostra que indivíduos saudáveis tomando 50 mg de iodo por dia alcançará a suficiência de iodo em aproximadamente em 6 meses.
Entretanto, 50 mg de iodo para uma pessoa seriamente doente, apresentando câncer ou uma doença auto-imune; pode ser insuficiente para atender suas necessidades.
Minha experiência clínica mostra que os indivíduos doentes geralmente necessitam mais iodo do que os indivíduos saudáveis.
Os melhores resultados são obtidos usando o iodo como parte de um regime que inclui uma dose inteligente de vitaminas, minerais e hormônios bioidênticos.
Ao proceder a um programa de suplementação de iodo, é importante que use um iodo de uma empresa confiável.


 Considerações Finais:

Existe muita desinformação sobre o iodo. A deficiência de iodo está ocorrendo a taxas de epidemia.
Eu não tenho dúvidas que essa deficiência é responsável (pelo menos em parte) pela epidemia de câncer, seio, próstata e tireóide que ocorre a níveis alarmantes.
Minha experiência clínica mostra claramente que é impossível tratar essas desordens como também doenças crônicas como as doenças autoimunes sem assegurar uma ingestão adequada de iodo.
Março/2009



Ações Terapêuticas do Iodo
Antibacteriano
Anticâncer
Antiparasitário
Antiviral
pH Elevado
Agente Mucolítico



Condições que se beneficiam com o uso do Iodo
Déficit de atenção por hiperatividade
Arteriosclerose
Bócio
Cistos sebáceos
Desordens da tireóide
Doenças do fígado
Doenças da mama
Doenças do ovário
Doenças da próstata
Enxaqueca
Excesso de produção de muco
Fadiga
Hemorróidas
Hipertensão
Infecções vaginais
Mama fibrocística
Quelóides
Síndrome nefrótica

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

XYLITOL, SAÚDE BUCAL E DOENÇA CARDÍACA


XYLITOL, SAÚDE BUCAL E DOENÇA CARDÍACA.

- Meurman JH, Hamalainen P. Oral health and morbidity--implications of oral infections on the elderly. Gerodontology. 2006 Mar;23(1):3-16.

- Meurman JH, Janket SJ, Qvarnstrom M, Nuutinen P. Dental infections and serum inflammatory markers in patients with and without severe heart disease. Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod. 2003 Dec;96(6):695-700.

- Zhang YM, Zhong LJ, He BX, Nie J, Wang X, Li WC. [Study on the correlation between coronary heart disease and chronic periodontitis] Zhonghua Liu Xing Bing Xue Za Zhi. 2006 Mar;27(3):256-9.


Artigo traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com

Surpreendentemente, um dos mais importantes fatores de risco para doença cardíaca ocorre numa área do corpo que ninguém relaciona com saúde cardiovascular: nossa boca.
Numerosos estudos têm mostrado a correlação entre má saúde bucal e doença cardíaca.
Tanto uma má saúde bucal quanto a doença cardíaca são condições comuns na América.
De acordo com a American Heart Association, 36,3% (1 em 2,8) das mortes em 2004 foram causadas por doenças cardiovasculares. Em populações idosas, a má saúde bucal está também associada com todas as causas de mortalidade.
O National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) 1999-2002 investigou a saúde oral da população nos Estados Unidos.
Este estudo mostrou que 41% das crianças entre 2 e 11 anos, 50% das crianças entre 12 e 15 anos e 68 % dos adolescentes entre 16 e 19 anos apresentam cárie dentária em sua dentição primária.
Também a prevalência de cáries em adultos mostrou que 87% dos indivíduos entre 20 e 39 anos e 95% com idade entre 40 e 59 anos possuem cárie na superfície da dentição permanente.
Este estudo mostrou outro fato alarmante: 25 % dos adultos com mais de 60 anos sofrem de uma perda total dos dentes.
Devido a prevalência destas condições, a correlação entre saúde bucal e doença cardíaca é significante sendo que a saúde oral possa ser uma importante intervenção para diminuir a mortalidade cardiovascular.
Alguns pesquisadores tem argumentado que infecções orais podem produzir
marcadores inflamatórios, os quais contribuem para a doença cardíaca coronariana (CHD). Os estudos indicam que os marcadores inflamatórios como a proteína C reativa (CRP), a taxa de sedimentação dos eritrócitos (ESR), e os níveis de fibrinogênio são significativamente altos em indivíduos com doença cardíaca coronariana.
Paciente com CHD também apresentam uma maior prevalência de gengivite, uma menor dentição natural e um aumento da perda dos dentes quando comparado com indivíduos que não apresentam doença cardíaca coronariana.
A periodontite também é um fator de risco independente para doença cardíaca coronariana. De fato os estudos mostram que a severidade da periodontite é diretamente correlacionada a severidade da doença cardíaca.
Pesquisa adicional indica que indivíduos com doença cardíaca aterosclerótica (PAD), 84,4% tinham periodontite; comparados com somente 22,5% em indivíduos que não apresentavam doença cardíaca coronariana.
Além disso, doença periodontal está associada com a elevação de marcadores inflamatórios e isso é um importante fator de risco para doença cardíaca coronariana, mais do que o colesterol de baixa densidade (LDL) e da pressão arterial.
Evidências também indicam que a freqüência incidente de perda dentária está intimamente relacionada com a doença arterial periférica, principalmente em homens com doença periodontal.
Adicionalmente, os pesquisadores mostram que a doença periodontal está fortemente associada com a hipertensão e ao risco de infarto do miocárdio em indivíduos de meia idade.
Este estudo demonstra ainda que a incidência de doença periodontal possui uma forte relação com a hipertensão em qualquer idade.
Um baixo número de dentes naturais, também está relacionado com o aumento do risco de infarto do miocárdio.

 SUPORTE NATURAL PARA A SAÚDE ORAL E DOENÇA CARDÍACA:

XYLITOL

O xylitol é um álcool de açúcar de cinco carbonos derivado da XILOSE; é encontrado na maioria das frutas e vegetais, podendo ser usado como um substituto do açúcar (sacarose). Comercialmente produzido;
o xylitol é normalmente extraído do vidoeiro e outras madeiras nobres. A maioria dos açúcares são hidrolisados pela amilase, provendo um substrato para as bactérias orais. Essas bactérias diminuem o pH da saliva propiciando o aparecimento das placas dentárias e a desmineralização dos dentes o que compromete a saúde bucal.
O xylitol, ao contrário dos outros açúcares tem mostrado ser benéfico à saúde oral e ainda diminuir as cáries.
O consumo de xylitol diminui a quantidade de placas e a quantidade e virulência da bactéria streptococos mutans nas placas e na saliva.
O streptococos mutans é frequentemente transmitido das mães para seus filhos logo ao nascer. Os estudos demonstram que mães que mascam chicletes com xylitol diminuem o risco da transmissão dessa bactéria para seus filhos. De fato, este estudo mostra que com dois anos de idade, somente 9,7% das crianças cujas mães começam a mascar chicletes com xylitol quando seus filhos estavam com três meses de vida tinham o streptococos mutans.
Em crianças cujas mães foram tratadas com flúor, um significante percentual (48,5%) estavam contaminadas com o streptococos mutans.
Adicionalmente os pesquisadores mostram que mesmo cinco anos após a descontinuação do uso do chiclete de xylitol, as crianças que pertenciam ao grupo do xylitol apresentavam um risco 59% menor de cárie nos dentes quando comparado com o grupo de crianças que não usaram o chiclete com xylitol.
Este estudo também mostrou que os dentes que surgiram um ano após a descontinuação do estudo tiveram uma diminuição a longo termo do risco de cárie dental em torno de 93%, mostrando que crianças devem mascar chicletes com xylitol ou consumir outras formas de xylitol regularmente, começando um ano antes do surgimento da dentição permanente.
Devido o xylitol apresentar um baixo índice glicêmico, ser um substituto natural do açúcar, sua inclusão na dieta pode também exercer um papel na manutenção de níveis saudáveis de glicose sanguínea. O link entre diabetes e o aumento do risco de doença cardíaca está bem estabelecido, indicando que o xylitol pode melhorar a saúde cardiovascular em vários níveis.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Selênio e Saúde Neurológica


O MINERAL SELÊNIO BENEFICIA A SAÚDE NEUROLÓGICA
- Shahar A, Patel KV, Semba RD, Bandinelli S, Shahar DR, Ferrucci L, Guralnik JM. Plasma selenium is positively related to performance in neurological tasks assessing coordination and motor speed. Mov Disord. 2010 Sep 15;25(12):1909-15.

Artigo traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com
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Um estudo recente demonstra que o mineral selênio possui um importante papel na saúde neurológica. O selênio é um mineral traço que é incorporado as proteínas, e apresenta uma função de extrema importância como enzimas antioxidantes.
Estas enzimas ajudam a proteger o corpo dos efeitos nocivos dos radicais livres e do stress oxidativo. O sistema nervoso é particularmente suscetível aos malefícios dos radicais livres devido ao seu alto conteúdo de ferro e consumo de oxigênio e relativamente baixos níveis de enzimas antioxidantes.
Neste novo estudo, os pesquisadores examinaram a associação entre níveis de selênio no sangue e sinais de mudanças neurológicas no sistema striatonigral; está é a parte do cérebro que liga o corpo estriado a substância negra.
Essas duas áreas no cérebro trabalham juntas para regular nossos movimentos e equilíbrio.
O indivíduos do estudo totalizaram 1.012 adultos com idade de 65 anos ou mais. Eles foram avaliados pelos níveis de selênio no sangue e examinados por médicos para determinar se alterações neurológicas estavam presentes.
Os resultados mostraram que existe uma forte associação entre níveis de selênio no sangue e avaliações da performance de coordenação.
Em adição, o estudo mostrou que baixos níveis de selênio no sangue estão associados com uma diminuição da performance em testes de coordenação na avaliação de adultos idosos.

(Mais um motivo para a ingestão de um polivitamínico/mineral, que obrigatoriamente não deve conter ferro).

domingo, 21 de agosto de 2011

Vitaminaas C, D e sua Ação nas Gripes e Resfriados


NUTRIENTES CRUCIAIS (VITAMINAS C E D) MELHORAM A IMUNIDADE E AJUDAM A PREVENIR GRIPES E RESFRIADOS
Artigo retirado do Informativo Mensal
Vitamin Research News
(www.vrp.com) Março/2009
Editado pela Equipe VRP

- Ginde AA, Mansbach JM, Camargo CA Jr. Association between serum 25-hydroxyvitamin D level and upper respiratory tract infection in the Third National Health and Nutrition Examination Survey. Arch Intern Med. 2009 Feb 23;169(4):384-90.

Artigo traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
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Embora a vitamina C tenha sido considerada como um importante nutriente para evitar as gripes e resfriados, os pesquisadores têm conduzido estudos que indicam que outra vitamina pode exercer um papel ainda mais importante do que a vitamina C na defesa do corpo contra o vírus da gripe.
Estudos prévios mostram a importância da vitamina D na imunidade inata, incluindo a prevenção de infecções do trato respiratório.

Consequentemente, em um novo estudo, os pesquisadores analisaram os níveis de vitamina D e sua relação inversa com infecções recente do trato respiratório superior (gripes e resfriados).
Os pesquisadores examinaram a associação entre os níveis de vitamina D e infecções recentes do trato respiratório superior em 18.883 indivíduos participantes do Third National Health and Nutrition Examination Survey. Os participantes tinham 12 anos de idade ou mais.
Depois dos ajustes aos fatores clínicos e demográficos (estação do ano, IMC, fumante ou não, asma, doença pulmonar crônica obstrutiva), os cientistas descobriram que a média do nível de vitamina D era de 29 ng/ml e 19% dos participantes relataram infecção recente do trato respiratório superior.

Mesmo depois dos ajustes as características clínicas e demográficas, baixos níveis de vitamina D foram independentemente associados com indivíduos que relataram infecções do trato respiratório superior.
A análise mostra que quando comparados com aqueles com ótimos níveis de vitamina D (maiores que 30 ng/ml), indivíduos com menos de 10 ng/ml possuem um risco 36% maior em apresentar infecções respiratórias quando comparados aos participantes com altos níveis de vitamina D.
Pessoas com níveis de 10 ng/ml ou menos de 30 ng/ml têm uma probabilidade 24% maior de desenvolver infecções respiratórias quando comparados com aqueles com níveis mais altos de vitamina D.
A associação entre níveis baixos de vitamina D e infecções respiratórias superiores parece ser ainda mais forte em indivíduos com asma e doença pulmonar crônica obstrutiva.




sábado, 20 de agosto de 2011

Stress e Perda de Peso


O STRESS PODE PREJUDICAR O SEU ESFORÇO PARA PERDA DE PESO?

Artigo retirado do Informativo Mensal
Vitamin Research News
(www.vrp.com) Fevereiro/2009

Editado por Nieske Zabriskie, ND

- Black PH. Stress and the inflammatory response: a review of neurogenic inflammation. Brain Behav Immun. 2002 Dec;16(6):622-53.
- Elenkov IJ, Iezzoni DG, Daly A, et al. Cytokine dysregulation, inflammation and well-being. Neuroimmunomodulation. 2005;12(5):255-69.
- Tominaga Y, Mae T, Kitano M, et al. Licorice flavonoid oil effects body weight loss by reduction of body fat mass in overweight subjects. J Health Sci. 2006;52(6):672-683.

Artigo traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com
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O stress e a inflamação são dois tópicos com os quais os leitores deste jornal estão intimamente familiarizados. Entretento; recentes pesquisas tem descoberto a fascinante correlação entre o papel fisiológico que o stress exerce no processo inflamatório e como isto, por sua vez, pode levar ao acúmulo de gordura abdominal.
Consequentemente, indivíduos submetidos ao estress crônico podem perceber que seu esforço para perda de peso está sendo anulado pelo processo inflamatório que ocorre em seu corpo.

O stress fisiológico induz a complicados caminhos bioquímicos. Entre eles estão o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (HPA), o qual secreta o hormônio primário chamado cortisol; o sistema nervoso simpático, o qual modula a liberação de epinefrina e norepinefrina; o sistema renina-angiotensina, que regula a pressão sanguínea; e a resposta imune, que regula a inflamação. Em adição, a resposta ao stress induz a liberação de vários mensageiros celulares conhecidos como citocinas.

Esses hormônios relacionados ao stress e as citocinas iniciam uma reposta de fase aguda e a indução de proteínas de fase aguda, as quais são os mediadores primários da inflamação. Os hormônios do stress induzem a vários mediadores pró-inflamatórios como a interleucina (IL)-1, IL-6, fator de necrose tumoral (TNF)-alfa e a proteína C reativa (CRP). Deste modo, o stress fisiológico induz a inflamação em nosso corpo.
 A INFLAMAÇÃO RELACIONADA AO STRESS COMPROMETE A PERDA DE PESO:
Os pesquisadores afirmam que a ativação da resposta ao stress está associada ao ganho de peso, especialmente a acumulação de gordura visceral.
Como já discutido em artigos anteriores, a gordura visceral é aquela que fica internamente ao redor dos órgãos abdominais e, ao contrário da gordura subcutânea, a gordura visceral é fisiologicamente muito ativa.

Acredita-se que tanto os hormônios quanto as citocinas pró inflamatórias possuem um papel incisivo no acúmulo da gordura visceral. Mais especificamente, o cortisol, a inter leucina-6, e a angiotensina 2 estão associadas com o aumento do apetite, aumento de gordura corporal e obesidade.
O stress induz ao acúmulo de gordura visceral, o que também leva a um desequilíbrio do eixo HPA (hipotálamo-pituitária-adrenal), causando um ciclo vicioso e resultando numa deposição adicional de gordura. A ativação do eixo HPA aumenta a produção de cortisol, e isso causa um aumento do consumo alimentar e uma diminuição da queima de gordura.

O hormônio glucocorticóide como o cortisol aumenta mais a gordura visceral do que a subcutânea, devido a um aumento do suprimento sanguíneo e um aumento do número de receptores de glucocorticóides.
O aumento do cortisol possui um importante papel não somente no desenvolvimento do aumento da gordura abdominal, mas também em todas as anormalidades metabólicas relacionadas a gordura abdominal.

Pesquisas recentes indicam que a inflamação provavelmente seja a ligação entre um maior nível de stress e o ganho de peso. Os pesquisadores descobriram que o stress induz a resposta inflamatória, afetando a quantidade e a atividade da gordura visceral e abdominal.
O aumento da gordura visceral (obesidade central) está associado com sérias condições como o diabetes, a síndrome metabólica e doenças cardiovasculares.
A gordura visceral secreta numerosas moléculas pró inflamatórias como a interleucina-6, o TNF-alfa, a resistina, adipocinas e proteínas de fase aguda.
Essa resposta inflamatória da gordura visceral está associada com o acúmulo de tecido adiposo (gordura).
Fatores adicionais também influenciam o aumento da deposição de gordura induzida pelo stress.

Pacientes obesos possuem níveis altos de leptina, TNF-alfa, e interleucina-6, com níveis baixos de adponectina. A leptina é um hormônio produzido pelo tecido adiposo que controla a saciedade e o peso corporal.
As citocinas pró inflamatórias estimulam a produção de leptina pelo tecido adiposo, isto então estimula o eixo HPA e o sistema nervoso simpático.

As pesquisas também demonstram que em pacientes com diabetes tipo 2, aqueles com um maior nível de stress mostram uma elevação no cortisol e na leptina, independente do índice de massa corporal (IMC). Já a adponectina age como um hormônio sensibilizador da insulina e se apresenta em níveis baixos em pacientes obesos e reisitentes à insulina, diabetes tipo 2 e doença cardíaca coronariana.
A adponectina promove a quebra da gordura nos músculos e age contra as ações pró-inflamatórias do TNF-alfa, e desta forma, nos protege contra a resistência insulínica e a arteriosclerose.

 O ELO COMUM:

A obesidade central está associada a sérias condições incluindo diabetes, doença arterial coronariana e síndrome metabólica. Existe uma forte associação entre stress, inflamação, níveis anormais de lipídios, desequilíbrio do metabolismo de carboidratos, obesidade, resistência à insulina e arteriosclerose. Alguns pesquisadores afirmam que a cotocina pró-inflamatória TNF-alfa é o elo comum.

As pesquisas demonstram que a combinação de stress, gordura visceral e resistência à insulina está fortemente associada com a síndrome metabólica, ainda que a gordura corporal total não demonstra essa relação.
Os pesquisadores também mostram que mulheres obesas com pressão arterial normal, mediadores pró-inflamatórios como a interleucina-6, o TNF-alfa e a proteína C reativa se correlacionam com anormalidades cardiovasculares e ao aumento da gordura intra-abdominal e isso demonstra que a gordura intra-abdominal predispõe a disfunção cardíaca, possivelmente através de uma condição constante de inflamação.

Similarmente, outros estudos também mostram que mulheres com peso normal mas com maior quantidade de gordura visceral (obesidade metabólica) têm um aumento da pressão arterial, insulina, triglicérides, ácidos graxos livres, LDL oxidado, leptina, TNF-alfa, interleucina-6 e níveis baixos de adponectina quando comparadas ao grupo de mulheres com quantidade normal de gordura visceral, isto mostra um aumento dos fatores de risco para as doenças inflamatórias e cardiovasculares relacionados a níveis mais altos de gordura visceral.

A resistência à insulina também está associada a um aumento da inflamação.
A arteriosclerose e a resistência à insulina são patologias parecidas, principalmente devido ao TNF-alfa e a interleucina-6. A obesidade abdominal é fortemente associada ao diabetes, possivelmente devido a uma diminuição da sensibilidade insulínica sempre ocasionando um aumento da gordura abdominal.
As pesquisas também mostram que as citocinas secretadas pela gordura visceral como a interleucina-6 e o TNF-alfa têm um efeito adverso direto nas células beta do pancrêas, as quais secretam a insulina.
 REDUZINDO A GORDURA VISCERAL:
Indivíduos que estão experimentando elevados níveis de stress e o subsequente aumento da gordura abdominal podem aumentar a efetividade do seu programa de perda de peso incluindo Glabrinex, um extrato padronizado de Glycyrrhiza glabra, onde o príncipio ativo é o flavonóide glabridin.

Este flavonóide diminui a gordura visceral; também possui efeito antioxidante e ainda ajuda a diminuir a glicose sanguínea.
Este flavonóide diminui a síntese de gordura e ao mesmo tempo aumenta a atividade das enzimas responsáveis pela quebra do tecido adiposo. Em um estudo, ratos obesos ingerindo uma dieta rica em gordura foram suplementados com o extrato de Glycyrrhiza.
Os estudos mostraram que a adição deste extrato diminuiu de forma significativa o peso da gordura abdominal, como também diminuiu os níveis plasmáticos e hepáticos dos triglicerídeos.

Num estudo similar, ratos obesos e diabéticos foram alimentados com uma dieta rica em gordura e suplementados com o extrato de Glycyrrhiza por 4 semanas. O grupo suplementado com o extrato, mostrou uma forte diminuição no ganho de peso corporal, no peso da gordura abdominal e nos níveis de glicose sanguínea; quando comparados com o grupo controle.
Outra vantagem deste extrato é sua capacidade de diminuir o tamanho dos adipócitos (células de gordura) como também diminuir a gordura nas células hepáticas.
O mais importante é que nos estudos feitos com humanos os resultados foram similares.
Num estudo randomizado e duplamente cego feito em indivíduos com sobrepeso, sendo que os mesmos receberam 300mg por dia do extrato de Glycyrrhiza por 12 semanas.
Os resultados mostraram uma forte diferença na diminuição do peso corporal e no IMC entre o grupo suplementado e o grupo placebo.
Adicionalmente, os pesquisadores afirmam que o efeito de perda de peso do extrato de Glycyrrhiza foi especificamente devido a redução da gordura corporal.

Em outro estudo clínico, indivíduos com sobrepeso foram suplementados com 300mg, 600mg ou 900mg de Glabrinex por dia durante 8 semanas. Todas as três dosagens mostraram uma significante diminuição da gordura corporal em relação as medidas de referência para massa de gordura. No grupo suplementado com 900mg por dia, os participantes obtiveram uma excelente diminuição do peso corporal, IMC, e na massa de gordura visceral.

O flavonóide Glabridin também mostrou uma forte atividade anti-inflamatória, melhora das funções neurológicas e cardiovasculares, inibição da recaptação da serotonina, possivelmente beneficiando a depressão moderada e ainda possui propriedades antimicrobiana e antioxidantes.
As pesquisas afirmam que mesmo uma pequena perda de gordura está associada com uma diminuição nos mediadores inflamatórios, resultando num risco menor para as várias condições inflamatórias relacionadas.
 CONCLUSÃO:
Estressantes psicológicos são inevitáveis. Entretanto, os efeitos adversos da inflamação para a saúde e ganho de peso associados ao stress talvez sejam mais facilmente alterados. O flavonóide Glabrinex é muito benéfico para pessoas com um alto nível de stress, aumento da obesidade abdominal e condicões inflamatórias relacionadas.



Consequência Inflamatórias do Stress Psicológico
Citocinas: são mensageiros celulares que iniciam uma resposta de fase aguda e a indução de proteínas de fase aguda, as quais são os mediadores primários da inflamação.

Hormônios do Stress: O cortisol induz a formação de inúmeros mediadores pró-inflamatórios como a interleucina-1 (IL-1) e IL-6, o fator de necrose tumoral (TNF-alfa), e a proteína C reativa (CRP).

Angiotensina 2: Está ligada ao aumento da pressão arterial e junto com o cortisol ocasiona um aumento do apetite, acúmulo de gordura e a obesidade.


terça-feira, 9 de agosto de 2011

Glutamina e seus Benefícios


SUPLEMENTAÇÃO COM
GLUTAMINA E SEUS
BENEFÍCIOS.

Artigo escrito por Paul Cribb, MD (WWW.AST-SS.COM)
- Jackson NC, et al. Effects of glutamine supplementation, GH,
and
IGF-1 on glutamine metabolism in critically ill pacients.
Am. J. Physiol. Endocrinol. Metab. 278(2): E 226-33,2000.

Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN
– 6141
reinaldonutri@gmail.com

Por mais de uma década, nós sabemos, que os mecanismos
que controlam o crescimento da célula muscular são
absolutamente governados pela quantidade de Glutamina
retida na célula.
Os níveis de Glutamina muscular comandam o índice da
síntese de proteínas, a manutenção de um balanço
nitrogenado positivo e por conseqüência, o ganho de tecido
muscular.

Quando combinados com níveis estáveis de insulina, essa
resposta de crescimento muscular é duplicada.
A Glutamina é também o mais importante substrato que
estimula o aumento do volume da célula muscular. Quando os
níveis de Glutamina intracelular aumentam, provocam a
expansão do volume celular.

Com o aumento do volume da célula muscular, ocorre uma
otimização do anabolismo (ganho de tecido muscular), e a
diminuição do catabolismo (perda de tecido muscular).
A quantidade de Glutamina retida no tecido muscular parece
controlar não somente o volume muscular, mas também todo
o processo de crescimento do tecido muscular.
Via mecanismos diretos e indiretos, a suplementação de
Glutamina aumenta a capacidade do organismo para
sintetizar tecido muscular magro.
1
 Glutamina Peptídeo ou L-Glutamina – Qual a forma
mais efetiva??
Sempre existiu um debate entre os atletas e a comunidade
médica, sobre qual a forma mais efetiva de suplementar a
Glutamina.
Basicamente existem dois tipos de suplementos de
Glutamina, vendidos como suplemento nutricional; a forma
livre (L-Glutamina) e a Glutamina peptídeo.
Previamente, devido a limitações na metodologia, a ciência
era incapaz de examinar o destino (efeito) da suplementação
de Glutamina.

Agora, com avanços recentes, chamado de infusão com traços
de isótopos, nos permitiu seguir e rastrear o destino de um
aminoácido, quando administrado oralmente.
Um recente estudo, colocou um fim sobre qual a forma mais
eficiente de Glutamina.
A principal conclusão deste estudo é a seguinte: as duas
formas de Glutamina são absorvidas exatamente da mesma
maneira, não existe realmente nenhuma diferença entre elas.

As duas formas de suplementação com Glutamina,
aumentaram os níveis plasmáticos de Glutamina de forma
similar, e os dois tipos de suplementação sofreram uma
utilização local de 65% pelo trato gastrintestinal (as células
gastrintestinais utilizam muita Glutamina para sua
renovação).
 O que Esperar da Suplementação com Glutamina...
Mesmo considerando que a maior parte da Glutamina, é
sugada pelas células de todo o sistema digestivo, ainda assim
o que é absorvido pelos músculos é uma quantidade
importante e essencial para o desenvolvimento muscular.

A suplementação com Glutamina, ajuda a manter altos níveis
de Glutationa (nosso principal antioxidante). O aumento
da Glutationa em nosso corpo, está diretamente relacionado
com o aumento de massa magra. Entretanto, o fato mais
importante é que a suplementação com Glutamina, fortalece
2
todo tipo de célula dentro de nosso sistema digestivo. Este é
um caminho indireto pelo qual, a suplementação com
Glutamina, aumenta o ganho de massa muscular.
A saúde de nosso trato gastrintestinal, determina o grau de
absorção de cada nutriente que nós consumimos.

A suplementação com Glutamina, otimiza a saúde de todo o
sistema digestivo, melhorando a habilidade para absorver
nutrientes vitais e prevenir a translocação e infecção por
bactérias.
Não despreze este nutriente. Não importa ter uma dieta
excelente, se você não consegue absorver os nutrientes nela
contidos. Desta forma você nunca você nunca vai otimizar seu
potencial em termos de saúde e sua performance esportiva.

A Glutamina também tem um papel importante no fígado,
mantendo-o em ótimas condições e aumentando todas as
enzimas hepáticas antioxidantes.
Nunca se esqueça, que as condições de seu fígado controlam
sua saúde e longevidade, e um fígado saudável é uma
condição suprema para construir e manter a musculatura no
decorrer da vida. O fígado é responsável por secretar grandes
quantidades de importantes fatores de crescimento que
influem de forma incisiva no crescimento muscular, dentre
eles o importante IGF-1.

Outra recente pesquisa mostra que o consumo de 6 a 10
gramas de Glutamina depois do treino, aumenta a síntese de
glicogênio muscular e acelera a recuperação. O importante é
lembrar que o acúmulo de glicogênio muscular depois do
treino, juntamente com a ingestão de proteína de rápida
absorção (Isolado de Whey), é o processo anabólico inicial que
solidifica o ganho em massa magra.
3

domingo, 31 de julho de 2011

Testosterona e Diabetes


NUTRIÇÃO, SUPLEMENTOS E SAÚDE.

Os Notáveis efeitos da Testosterona no Tratamento do Diabetes Masculino.

Artigo retirado da revista Life Extension (www.lef.org)
Editado por Edward M. Lichten, MD
Edição do mês de julho/2007

- Kapoor D, Goodwin E, Channer KS, Jones TH.
Testosterone replacement therapy improves insulin resistence, glycaemic control, visceral adiposity and hypercholesterolaemia in hypogonadal men with type 2 diabetes.
Eur J Endocrinol. 2006 Jun; 154(6): 899-906.

Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN – 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com


Relato do Dr. Edward:
Quando completei meus 45 anos, desci escada abaixo repentinamente.
Meu entusiasmo se transformou em depressão, letargia e cansaço. Um dos sintomas apresentados era um suor abundante ao extremo que precisava tomar banho duas vezes, toda noite.
Eu descobri a causa dessa indisposição a partir de observações feitas nos maridos das mulheres que freqüentavam meu consultório ginecológico.

Realizei um exame de sangue e foi constatado então que a causa dos meus sintomas era a Andropausa.
Com esta nova informação perguntei ao meu urologista sobre a terapia de reposição hormonal, ele não concordou e disse que era muito arriscado.
Pesquisando a literatura, achei alguns estudos que apoiavam a terapia de reposição com testosterona e então, em 1995 comecei a fazer uso desta terapia.
Minha vida nunca tinha sido tão doce desde que eu comecei a beber da minha própria fonte bioidêntica de juventude.

Fotos no meu site, testemunharam as dramáticas mudanças na minha aparência física. Aos 42 anos eu parecia totalmente cansado. Aos 52, eu estava mais magro e musculoso e transparecia um entusiasmo no meu corpo e em minha face.
Minhas pacientes, percebendo os resultados me perguntaram se eu não poderia tratar de seus maridos que apresentavam os mesmos sintomas.

Desta forma comecei minha experiência prática, tendo em vista os bons resultados que obtive usando a testosterona para reverter os sintomas da andropausa.
Com 48 anos de idade, Joe pesava quase 140kg e apresentava diabetes.
Ele percebeu, que o diabetes, afetou severamente seu coração e também tinha muita dificuldade para emagrecer.
Comecei seu tratamento com injeções semanais de testosterona e monitorei seus níveis de glicose sanguínea.
Durante a primeira semana de tratamento, a glicose sangüínea de Joe caiu para níveis quase normais. Ele se sentia melhor e estava apto a caminhar e subir escada sem dificuldade.

Durante o primeiro mês de tratamento, Joe perdeu dez quilos. No segundo mês já entrou em uma academia e perdeu mais dez quilos. Depois do terceiro mês ele perdeu outros cinco quilos. Depois de um ano de reposição de testosterona ele pesava cem quilos, ou seja, quarenta quilos a menos que no começo do tratamento.
Agora apto a correr na esteira por noventa minutos, Joe está clinicamente bem melhor.
Obtive resultados parecidos com outros pacientes, mas não vou comentar neste relato.

O Sucesso Clínico levou a um estudo no Hospital –
Armado com as informações anteriores, falei com um amigo médico, Dr. James Sowers que também era professor na Wayne State University em Detroit, ele é uma das maiores autoridades em diabetes na América.
Realizamos um estudo com 35 voluntários diabéticos do sexo masculino, utilizando implantes de testosterona.

Nossa observação inicial foi que todo homem que apresentava diabetes, tinha níveis muito baixos de testosterona. (Dez anos mais tarde, um pesquisador de Harvard chamado Eric Ding, percebeu que, níveis baixos de testosterona, estavam intimamente associados com um risco elevado para o diabetes.)
O resultado do estudo demonstrou que a dosagem de insulina dos voluntários caiu pela metade, ou seja, pacientes usando 120 unidades passaram a usar 60 e outros usando 80 passaram a 40 unidades.
Entretanto, nossa próxima observação pode mudar o tratamento do diabetes para sempre.

Nós constatamos que pacientes diabéticos fazendo a terapia com testosterona, tinham não só um melhor controle da glicemia, mas também não apresentavam os perigosos ataques hipoglicêmicos.

Restaurar os níveis de testosterona de nossa juventude, nos ajuda a controlar o diabetes, ajudando o paciente idoso a diminuir sua dependência aos medicamentos.
A experiência clínica, mostra que os efeitos da terapia com testosterona ajudam a melhorar o controle da glicemia, aumentam os níveis de energia, promovem o bem estar, e restauram uma aparência mais jovem.

Formas de Testosterona:

- Pellets: contém testosterona cristalina e bioidêntica, comprimida em uma matriz que fornece uma liberação estável por 4 a 6 semanas.
- Injeções: Fornece testosterona quimicamente modificada com uma molécula que retarda sua absorção por 2 ou 3 dias. Esta molécula é tipicamente o enantato, propionato, ou cipionato de testosterona. As injeções resultam em um rápido aumento da testosterona e uma liberação por 4 a 6 dias.

- Gel Bioidêntico: Esta opção seria a melhor escolha, porque é uma substância idêntica a testosterona produzida pelo corpo e não apresenta nenhum efeito colateral. Realmente a fonte da juventude.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Epicor - Forte Ação Imunomoduladora



EPICOR:
Novo e Moderno Suplemento Fortalece a Defesa Microbiana e Mutagênica do Sistema Imunológico

Artigo retirado do site www.vrp.com

Por Chris D. Meletis, ND
- Schauss AG, Vodjani A. Discovery of an edible fermentation product with unusual immune enhancing properties in humans. FASEB J. 2006;20(4):A143

Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com

A Imunidade é um dos recursos mais importantes de nosso corpo. Mesmo assim, algumas das doenças mais devastadoras podem afetar este aspecto de nossa saúde, inclusive o HIV, o câncer e doenças auto-imunes como artrite reumática, lupus e esclerose múltipla. Até mesmo se nós não apresentarmos quaisquer destas condições crônicas, nós podemos ficar vulneráveis ao vírus da gripe ou a infecções bacterianas. É então integralmente importante reforçar o nosso sistema imune.
Durante os últimos três anos alguns dos laboratórios de maior expressão no mundo têm pesquisado uma substância que parece modular o sistema imune de tal modo que o torna resistente á organismos patogênicos. Depois de me comunicar pessoalmente com o diretor responsável pela equipe de pesquisa para investigar esta nova substância, eu concluí que é um dos agentes mais promissores que já vi. Porém, antes de descrever essa descoberta e como ela equilibra o sistema imune, eu tenho que descrever vários aspectos fundamentais da defesa imune em nosso organismo.

Um dos modos de podemos estimular este aspecto de nossa saúde é aumentar a atividade das células assassinas naturais (Natural Killers), constituintes fundamentais da imunidade. As células assassinas naturais são linfócitos, células presentes no sangue e no tecido linfático que são parte integrante de nossa imunidade. As células assassinas naturais se unem às células invadidas pelos vírus e liberam citotoxinas que matam as células infectadas. Elas agem semelhantemente em muitos tipos de células tumorais.
Enquanto as células assassinas naturais são um aspecto importante de nossa imunidade, elas não são o único aspecto. O sistema imune é uma complexa máquina que também orquestra o bom funcionamento das células T.

Estas células emergem da medula óssea em um estado imaturo e tem que migrar à glândula timo, onde elas são programadas para se transformar em:
1) CD4 ajudante (CD4 Helpers): são células que orquestram a resposta imune ativando outras celas imunes e estimulando a produção de anticorpos pelas células Beta.
2) CD8 supressor: são células que suprimem as células assassinas sinalizando o término de um ataque.
Então, se nós pudéssemos achar uma substância natural que diminui o número de células supressoras CD8 em relação ao número de células ajudantes CD4, nós melhoraríamos a razão de CD4/CD8, enquanto fortalecemos a habilidade do sistema imune para nos defender contra invasores virais, bacterianos e parasitas.
Um terceiro aspecto da imunidade envolve a Imunoglobulina A (IgA). A IgA é a imunoglobulina principal em secreções exócrinas.

É importante em proteger as superfícies das mucosas da invasão por bactérias patogênicas e vírus. Por isso que sua presença no colostro é a razão principal atrás das propriedades anti-infecciosas do colostro em recém-nascidos.
Os aspectos acima mencionados da imunidade são muito importantes, mas de certo modo, resumidos demais para explicar o trabalho do sistema imune, porque este trabalho é uma interação complexa de muitos fatores diferentes. Porém, entendendo cada dos fatores mencionados acima ajudará a explicar como esta nova descoberta discutida abaixo tem um efeito moderno e fascinante no sistema imune.

 UMA DESCOBERTA ACIDENTAL:

A descoberta de um produto derivado de fermentação chamado EpiCor, começou quando seguradores de saúde notaram que os empregados de um fabricante principal de produtos de nutrição animal, experimentaram extraordinariamente baixas taxas de licenças médicas e significativamente menos problemas de saúde que os empregados de semelhantemente companhias. Na realidade, enquanto em 2004 as licenças médicas anuais aumentaram uma média de 11.2 por cento nacionalmente, nesta companhia no mesmo ano não aumentaram nada.
Os donos suspeitaram que esta baixa taxa de doença fosse devido a uma cultura de levedura fermentada que a companhia fabricava para o consumo animal e os trabalhadores que entraram em contato com esta cultura obtiveram uma falta incomum de doenças.

Por conseguinte, a companhia comissionou um grupo de pesquisa para executar uma série de estudos e investigas os efeitos do EpiCor, sua segurança e se era o agente responsável para a imunidade aumentada dos trabalhadores da companhia.
Antes de administrar estes estudos, o grupo de pesquisa visitou a indústria e entrevistou os empregados. Eles começaram com o gerente que previamente tinha trabalhado em outra companhia por mais de 20 anos. A esposa dele era enfermeira de atendimento emergencial e tinha infecções viróticas freqüentemente contraídas no trabalho. Enquanto trabalhava na outra companhia, o gerente e seus filhos contraíam 3 a 5 resfriados por ano. Porém, trabalhando agora com este produto fermentado durante 9 anos, não teve nenhum resfriado ou influenza durante pelo menos os últimos 7 anos. Sua esposa e seus filhos continuaram contraindo vários problemas de saúde todos os anos.

Depois de ter notícias semelhantes de outros membros da produção, os pesquisadores ficaram intrigados. Entre os trabalhadores da produção, não houve nenhuma visita para qualquer atendimento em hospitais, nenhuma incidência de qualquer doença crônica. No prédio administrativo onde os empregados raramente entram em contato com o produto fermentado, havia uma maior incidência de resfriados e influenza.
Desta forma definitivamente parecia existir uma forte razão para investigar este produto.

 EPICOR – QUAL É A FONTE DESTA INCRÍVEL DESCOBERTA:

O ingrediente a ser investigado era um produto da fermentação final do fermento usado em padarias (cerevisiae Saccharomyces). A companhia produziu este produto durante 63 anos como um aditivo para produtos de alimentação animal, que eles distribuem mundialmente. O processo de fabricação do produto, enquanto não patenteado, é um segredo de comércio que outras grandes companhias falharam em reproduzir.

 UMA SUPER FONTE DE ANTIOXIDANTES:
Primeiramente, o time de pesquisadores detalhou a composição do EpiCor para ajudar a determinar por que ele poderia ter um efeito imunomodulador tão intenso. Fazendo isto, era notável que EpiCor teve um perfil excelente de ácidos graxos não saturados e poliinsaturados e uma pequena quantia de gordura saturada. Além disso, todas as vitaminas essenciais e minerais estavam no produto como também os elementos traço. De forma interessante, eles também acharam combinações conhecidas por seu valor no combate aos radicais livres como os fitoesteróis e os fenólicos inclusive as catequinas e o trans resveratrol.

Os investigadores foram pegos de surpresa quando acharam combinações como o squalene que é encontrado em tubarões e pouquíssimas espécies de plantas. Dado este perfil de substâncias conhecidas por mostrar forte atividade antioxidante, eles decidiram sujeitar o EpiCor a estudos que investigassem seu potencial antioxidante.
O primeiro estudo administrado foi projetado para determinar se o EpiCor poderia inibir a formação de espécies reativas de oxigênio (ROS) em células de neutrófilos humanas frescamente purificadas. Eles expuseram as células a peróxido de hidrogênio para induzir um severo stress oxidativo, dando ênfase a comparação das células tratadas com EpiCor e às células sem o uso do mesmo.

Eles descobriram uma redução significante de toda a formação de ROS a concentrações de EpiCor tão baixas quanto 1 parte por trilhão, quando comparadas às células controle. Eles continuaram observando a inibição de formação de ROS até concentrações abaixo de uma parte por trilhão. Este efeito não parou até que eles alcançaram uma concentração de 0.01 parte por trilhão. A atividade antioxidante do EpiCor (ou atividade ORAC, como é chamada na indústria) era significativamente maior do que a atividade antioxidante do Mirtilo.

 ESTUDOS MICROBIANOS:

Logo, os investigadores descobriram que o EpiCor dramaticamente reduzia o crescimento de Bactérias como a E. Coli e a Candida Tropicalis. As concentrações usadas no estudo foram de 1 parte por bilhão, e eles notaram a inibição total de E. Coli e da Candida Tropicalis. Porém, ele não inibiu o Estafilococus aureus.
Depois de administrar este estudo, eles concluíram que o EpiCor pode proporcionar proteção contra infecção por bactérias coliformes (uma causa comum de intoxicação gastrintestinal) e candida. O estudo também indicou que o EpiCor pode dar suporte ao crescimento da flora amiga da mucosa na área intestinal.

 ESTABILIDADE E ESTUDOS DE TOXICIDADE:

O time de pesquisa também decidiu administrar um estudo para determinar se o EpiCor tinha um tempo de vida suficiente em prateleira, uma consideração importante se fosse consumido por humanos. Eles determinaram primeiro que quando o produto permaneceu a 77 graus Fahrenheit durante 28 dias, os níveis modelo de Salmonela e Estafilococus aureus ficaram abaixo do limite aceitável. Outros testes mostraram que o Epicor é extremamente estável durante pelo menos 22 meses.

Em outro estudo, eles pediram um laboratório confiável testar o produto para 139 pesticidas diferentes. O EpiCor estava livre de todas as 139 combinações testadas para aos limites de descoberta.
Eles também executaram estudos de toxicidade orais em ratos. Eles deram 2,000 mg. de EpiCor por kg de peso corporal para 20 ratos; o equivalente a 140 gramas administrados oralmente em humanos. Depois de 14 dias, os animais tratados com EpiCor tiveram o peso corporal normal e nenhuma morte aconteceu durante o período de tratamento. Além disso, nenhuma mudança patológica geral foi observada.

Em um estudo de toxicidade de 90 dias, eles trataram 4 grupos de ratos (40 animais por grupo) com ou 30, 200 ou 1,500 mg. de EpiCor por kg de peso corporal. Um quarto grupo serviu como o controle. Os ratos tratados com EpiCor não tiveram uma taxa aumentada de mortalidade, não havia nenhum sintoma clínico relacionado ao tratamento, nenhuma diferença significante no peso corporal, nem qualquer mudança patológica em qualquer área examinada. Além disso, não havia nenhuma lesão patológica achada em qualquer órgão.
Os investigadores concluíram que o EpiCor foi bem tolerado em doses orais diárias de até 1,500 mg. durante 90 dias. (Um estudo de 90 dias em roedores é equivalente a 1.5 anos de consumo humano em um homem adulto de 70 kg ou em uma mulher adulta de 50 kg).
Outros testes mostraram que o EpiCor não é nenhum pouco mutagênico e não tem o potencial para causar mutação genética.

Antes de entrar em estudos humanos, eles investigaram também se o EpiCor é contra-indicado em pessoas que tomam qualquer tipo de droga farmacêutica. Assim eles observaram se o Epicor afetaria as enzimas que metabolizam as drogas como a Citocromo P450. Eles administraram um teste chamado de ensaio de hepatócito humano imortalizado, considerado o padrão de ouro por induzir enzimas que metabolizam as drogas. Por este teste, eles descobriram que o EpiCor não é tóxico, não induz a expressão ou atividade enzimática da citocromo P450 ou outra enzima que metaboliza drogas e então não interfere no metabolismo de nemhuma droga.

 ESTUDOS COM HUMANOS:

Eles estavam quase prontos para administrar estudos com humanos para analisar o potencial imunomodulador do EpiCor. Porém, primeiro eles quiseram testar sua segurança. Por um mês, 15 homens e 15 mulheres com idade entre 15 e 40 anos consumiram 500 mg. de EpiCor em uma única dose diária. Eles mediram os valores de base 3 dias antes do começo do estudo. Foram feitas amostras múltiplas de sangue nos dias 2 e 28 e adicioneis de sangue e saliva nos dias 0, 14, 21, 28. O EpiCor foi bem tolerado sem evidência de efeitos adversos no sistema imune nem qualquer mudança clinicamente pertinentes para quaisquer sinais vitais.

Agora que eles tinham determinado a segurança do EpiCor; não tóxico, não-mutagênico, não é prejudicial às células e é livre de pesticidas, eles estavam prontos para começar a estudar se e como ele afeta a imunidade em humanos. Eles compararam um grupo de 10 empregados da produção que são expostos ao EpiCor no trabalho com outro grupo de 10 empregados da parte administrativa que não tinham contato com o Epicor, todos eles velhos empregados da empresa.

Eles analisaram amostras de sangue e o que eles acharam foi fascinante. O grupo exposto ao EpiCor mostrou uma diminuição significante nas células CD8 ou células supressoras, o que resultou em uma melhoria na razão de CD4/CD8. A razão de CD4/CD8 sugeriu que estes indivíduos expostos ao EpiCor, tivessem de 2 a 3 vezes pelo menos a atividade mortal natural contra vírus, bactérias e células cancerígenas do que normalmente seria esperado!
Isto surpreendeu totalmente o laboratório. O diretor chamou um dos pesquisadores e disse, "eu nunca vi qualquer coisa como estes resultados antes. Estas pessoas parecem virtualmente imunes de contrair quase todo tipo de doença."

Um dos aspectos mais interessantes é que as células assassinas naturais nos indivíduos expostos ao EpiCor tiveram uma eficiência mortal muito maior. Ao mesmo tempo, pessoas expostas ao EpiCor experimentaram uma inibição significativa na produção de gama interferon, o que indica que o EpiCor tem habilidades antiinflamatórias.
Eles também acharam níveis significativamente mais altos no total de IgA (Imunoglobulina A) na secreção da saliva dos indivíduos que tiveram contato com o EpiCor. Os níveis de IgA eram surpreendentemente altos, mais que 300 mg por ml.

Isto indicou que os indivíduos expostos ao EpiCor obtiveram uma barreira imunológica que protege todas as membranas nos olhos, passagens nasais e todos os lugares onde os organismos patogênicos entram no sistema.
Eles também acharam níveis significativamente inferiores de complexos imunes e níveis mais altos de glutationa nos eritrócitos (células vermelhas do sangue). Níveis mais altos de complexos imunes são responsáveis por inflamação e níveis mais baixos, resultam em menos inflamação e menor dano aos tecidos.
Estes mesmos efeitos imuno moduladores foram vistos no estudo mencionado anteriormente neste artigo, nos 15 indivíduos tratados com EpiCor durante 28 dias.

 SINALIZAÇÃO DE CÁLCIO:

Outro aspecto dos estudos com o EpiCor é conhecido como sinalização de cálcio. A sinalização de Cálcio entre as células é o pivô que coordena à resposta das células nos tecidos e órgãos dentro de todo nosso corpo. É bem estabelecido agora que as células não se comportam como entidades egoístas, mas possuem uma forte tendência de formar "micro-sociedades", cujo próprio funcionando requer uma coordenação precisa de sinais que as células emitem e recebem. Quando estes sinais não estiverem trabalhando corretamente, isto pode resultar em situações patológicas que podem ter uma proliferação de células anormais e morte celular.

A pesquisa mostrou que o EpiCor pode influenciar a sinalização de cálcio, sendo esta uma explicação potencial, mostrando como o EpiCor melhora a imunidade e nos defende contra patógenos invasores.
Adicionalmente, foi determinado que o EpiCor afeta a atividade do Fator Nuclear Kappa B (NFK-B). NFK-B tem um papel importante na inflamação, imunidade, respostas autoimunes, adesão celular, proliferação celular, desenvolvimento celular e morte celular (apoptose) porque regula a expressão dos genes envolvida em todos estes processos.

 ESTADO DE GRAS:

Depois de administrar estes estudos, um painel especialistas toxicólogos foi formado para revisar os dados. O painel foi presidido pelo diretor anterior da divisão de drogas e toxicologia ambiental do programa de segurança alimentar humana da FDA. Outros experts incluíram os cientistas da EPA e o editor do Diário de Alimentação e Toxicologia Química. Como resultado deste painel de revisão, o EpiCor recebeu agora da FDA a Geralmente Reconhecida como classificação Segura - GRAS (Generally Recognized as Safe).

 CONCLUSÃO:

Eu nunca fiquei tão impressionado pelos efeitos de uma combinação como este experimento com o EpiCor. Esta informação é muito recente, a maioria dos estudos mencionados neste artigo ainda é inédita. Os investigadores esperam submeter 5 manuscritos para investigação diária, para serem revisados dentro dos próximos seis meses. Enquanto isso, a segurança confirmada de EpiCor e seus efeitos em vários parâmetros imunes indica que é por excelência uma substância imuno moduladora.

Chris Meletis, ND
Dr. Chris D. Meletis é professor, autor internacional e conferencista. Dr. Meletis é autor de 14 livros e foi premiado em 2003 pela Associação americana de Médicos Alternativos (Medicina Natural). Ele também escreveu mais de 200 artigos de saúde e bem estar nacionalmente publicados.

Fucoxanthin - A Alga que Emagrece


ELIMINANDO A GORDURA CORPORAL DE UMA FORMA SEGURA E SAUDÁVEL


Artigo retirado da revista Life Extension(www.lef.org)
Edição do mês de Março/2008
Escrito por Julius Goepp, MD

- Maeda H, Hosokawa M, Sashima T, Funayama K, Miashita K.
Fucoxanthin from edible seaweed, Undaria pinnatifida, shows antiobesity effect through UCP1 expression in white adipose tissues.
- Biochem Biophys Res Commun. 2005 Jul 1; 332 (2): 329-7.

Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com

Fucoxanthin: O Novo Carotenóide.
A saúde humana é altamente dependente da ingestão de carotenóides.
Por exemplo, a ingestão inadequada dos carotenóides luteína e zeaxantina, pode resultar em uma degeneração da visão.
Fucoxanthin é um carotenóide derivado de uma alga especial, que têm sido extensamente estudada por seus efeitos antioxidantes.

Estudos com animais têm demonstrado benefícios na prevenção de ataque cardíaco, na redução da inflamação, e na diminuição do crescimento de vários tipos de células cancerígenas.
Baseado somente nesta informação, a fucoxanthin se mostra como uma substância efetiva, que pode ser acrescentada a qualquer programa diário de suplementação.
Mas é o seu incrível efeito no aumento do gasto da energia celular, entretanto, que fornecem a fucoxanthin suas remarcáveis propriedades redutoras de gordura.
A fucoxanthin induz a um metabolismo energético mais jovem, ativando uma proteína celular especial chamada proteína mitocondrial desacopladora 1 (UCP1).
Essa proteína mitocondrial promove a remoção natural (queima metabólica) da gordura branca estocada no corpo.

Uma Descoberta ao Acaso-
Um grupo de Biologistas Marinhos Japoneses, descobriu durante suas pesquisas, que quando suplementavam animais com fucoxanthin, algo inesperado acontecia; a proteína mitocondrial (UCP1) era ativada na gordura branca.
Esta proteína única é normalmente ativa na gordura marrom, um tipo de gordura que possui uma atividade termogênica acentuada, este processo de termogênese resulta num aumento da taxa metabólica através do desligamento de energia nas células.

A gordura branca, ao contrário freqüentemente se acumula no corpo humano com o avanço da idade e esta gordura não possui a ação da proteína mitocondrial (UCP1) em um grau apreciável.
Isso significa que a fucoxanthin pode ajudar a gordura branca a imitar as propriedades termogênicas da gordura marrom, resultando num saudável aumento da taxa metabólica, ocasionando uma maior queima de gordura!!

Alterando o Processo de Acúmulo de Gordura-
A fucoxanthin induz a ação da proteína que desliga a transferência de energia celular, desta forma o corpo se torna menos eficiente em converter a energia do alimento em gordura. No corpo humano o excesso de energia (calorias) é estocado na forma de gordura branca.
Um aumento da taxa metabólica, permite a queima das calorias ingeridas e promove a remoção da gordura corporal armazenada.
A maravilhosa propriedade da fucoxanthin, em desligar a transferência de energia do alimento para formar gordura branca, faz com que esta gordura copie a importante propriedade da gordura marrom e aumente o gasto energético basal, ao mesmo tempo em que ajuda na queima de gordura estocada, para ser usada como combustível.

Gordura Branca Versus Gordura Marrom-
Excitantes pesquisas revelam que a gordura corporal pode ser usada de forma mais eficiente como combustível. A chave é que nem toda gordura é criada igualmente. A maior parte da gordura em humanos se apresenta na forma de gordura branca.
A gordura branca estocada no corpo humano, produz as mais visíveis mudanças no contorno corporal e também trás prejuízos às funções endócrinas.
É exclusivamente a gordura branca, que desencadeia os fatores de risco, para todas as doenças associadas com uma elevada quantidade de gordura corporal.

A outra forma de gordura, chamada de gordura marrom, é rara em humanos adultos.
A gordura marrom é encontrada em quantidades significantes em recém nascidos, pequenos mamíferos e grandes mamíferos que hibernam.
O que estas criaturas têm em comum?

Elas necessitam gerar calor de uma forma eficiente em um processo conhecido pelos cientistas como termogênese, por meio deste ocorre um aumento na taxa metabólica e no gasto energético de repouso sem a necessidade de se mover ou exercitar.
Até pouco tempo atrás, acreditava-se firmemente que a gordura branca não poderia copiar a capacidade de termogênese da gordura marrom, mas agora isto não é mais verdade devido à descoberta desta nova e maravilhosa arma contra a gordura, chamada FUCOXANTHIN!!!

Observação importante:
O fucoxanthin começa a mostrar seus efeitos mais intensos após o primeiro mês, por este motivo eu aconselho seu uso por no mínimo dois meses ou mais.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Romã e seus Vários Benefícios para Saúde


NUTRIÇÃO, SUPLEMENTOS E SAÚDE.

Os Vários Benefícios da Romã (Pomegranate)

Por Tiesha D. Johnson, BSN, RN
Artigo retirado da revista Life Extension
Edição de Maio/2007 (www.lef.org)

Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com


• A Romã oferece benefícios abundantes para o sistema cardiovascular prevenindo a agressão à parede das artérias, promovendo níveis saudáveis de pressão arterial, melhorando o fluxo de sangue no músculo cardíaco e prevenindo a arteriosclerose.

• A Romã também beneficia pessoas diabéticas e aqueles que estão sob risco para esta doença. A Romã ajuda a baixar o nível de açúcar no sangue após a refeição e a proteger o sistema cardiovascular da agressão induzida pelo diabetes.

• A Romã mostra eficiência em eliminar células cancerosas da próstata, sendo estas; hormônios sensitivas ou não. Ela também ajuda a impedir a progressão do câncer de próstata em homens que tenham se submetido à cirurgia ou radiação em decorrência do tratamento.

• A Romã ajuda na luta contra a degeneração das cartilagens, que leva a dor intensa em pessoas com Osteoartrite, e pode proteger o cérebro contra o stress oxidativo, causando alterações que podem levar ao Mal de Alzheimer.

• O extrato de Romã sozinho ou combinado com a erva Gotu Kola, ajuda manter a bactéria que forma a placa dental. Ela também parece proteger a saúde da pele e do fígado.

Os benefícios da Romã para saúde, podem ser obtidos através do uso de suplementos; que podem ser na forma de extrato ou suco concentrado e possuem um baixo custo.

Estratégias de Dosagens para obter os ótimos benefícios da Romã -
Visto a extensa variedade de benefícios, oferecidos pelo suco e extrato de Romã, qual seria a melhor dosagem para alcançar os melhores resultados?
Escolher a dose ideal do extrato de Romã se apresenta como um desafio; as diferentes preparações podem conter vastas e diferentes quantidades de constituintes importantes como os polifenóis, que são poderosos antioxidantes, e são à base dos vários benefícios das terapias focadas no uso de fitonutrientes.

Muitos dos estudos clínicos examinando os efeitos da Romã em relação a certos estados patológicos (como doença cardiovascular e câncer de próstata), utilizaram sucos e extratos que não são padronizados para o teor de polifenóis, desta forma, tornando mais difícil acertar a dosagem do extrato de Romã para atingir a maior eficácia.
A Life Extension conduziu uma extensa revisão na literatura científica, com o objetivo de identificar os fitoquímicos mais benéficos no suco e extrato da Romã, e as doses necessárias para uma máxima eficácia.
As Punicalaginas estão identificadas como os fitoquímicos clinicamente mais importantes da Romã.

Elas possuem uma alta biodisponibilidade, e ainda têm uma atividade antioxidante que supera bastante os outros antioxidantes provenientes de plantas.
No mais importante estudo clínico realizado até a data atual, uma dose de 78 mg de Punicalaginas, demonstrou importantes benefícios na reversão da aterosclerose, na redução da pressão arterial, e na prevenção das adversidades cardiovasculares conseqüentes do diabetes.
Um outro importante estudo clínico demonstrou que 280 – 375mg de Punicalaginas por dia, impediram a progressão do câncer de próstata em pacientes em que a terapia convencional falhou.

A Life Extension recomenda 78mg de Punicalaginas por dia para proteção cardiovascular, e 280 – 375mg de Punicalaginas diariamente para assegurar a saúde da próstata.
Para prover aos consumidores os benefícios máximos para a saúde, a Life Extension têm produzido vários produtos, incluindo o suco concentrado e os extratos encapsulados de Romã, que são padronizados para oferecer uma fonte abundante de Punicalaginas.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Vitamina C e Hipertensão Arterial


NUTRIÇÃO, SUPLEMENTOS E SAÚDE.

Vitamina C e Hipertensão Arterial

Artigo retirado do Informativo Mensal
Vitamin Research News
Janeiro/2009 (www.vrp.com)
Editado pela Equipe VRP

Block G, Jensen CD, Norkus EP, Hudes M, Crawford PB. Vitamin C in plasma is inversely related to blood pressure and change in blood pressure during the previous year in young Black and White women. Nutr J. 2008 Dec 17;7(1):35.

Artigo traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com

Um novo estudo indica que mulheres jovens com altos níveis de vitamina C apresentam pressão arterial mais baixa, uma importante descoberta porque a pressão mais baixa em adultos jovens, frequentemente indica melhora da saúde cardiovascular quando estes mesmos indivíduos atingirem a velhice.
Os autores do estudo decidiram investigar o papel da vitamina C na pressão arterial porque a prevalência da hipertensão e sua contribuição na incidência de doença cardiovascular é marcante, e por isso se torna imperativo identificar os fatores que ajudem a prevenir esta patologia.

“ Extensivos dados biológicos e bioquímicos indicam que o nível palsmático de vitamina C seja um dos fatores.”
Consequentemente, os pesquisadores estudaram 242 mulheres entre 18 e 21 anos do grupo do Instituto Nacional do coração, pulmão e sangue e estudos da saúde.
Depois de acompanharem os indivíduos por 10 anos, os cientistas examinaram a associação dos níveis de ácido ascórbico no plasma com a pressão arterial.
Os resultados mostraram que quanto mais altos os níveis de vitamina C no plasma no décimo ano, mais baixa era a pressão arterial sistólica e diastólica depois dos ajustes para raça, índice de massa corporal, educação, e ingestão dietética de gordura e sódio.

A pressão sanguínea sistólica nas mulheres com níveis mais altos de vitamina C foi 4.66 mmHg mais baixa e a pressão diastólica foi 6.04 mmHg mais baixa; quando comparada com as mulheres com os níveis de vitamina C mais baixos.
Os pesquisadores também notaram que os indivíduos com níveis maiores de vitamina C não sofreram um aumento da pressão arterial durante o último ano do estudo, enquanto os indivíduos com níveis mais baixos tiveram um aumento da pressão arterial.
Enquanto a pressão diastólica entre as pessoas com níveis baixos de vitamina C aumentou 5.97 mmHg entre o nono e décimo ano de estudo, aqueles com níveis mais altos de vitamina C tiveram um aumento em sua pressão diastólica de somente 0.23 mmHg. Um efeito similar foi visto em relação a pressão sistólica.

Os pesquisadores concluíram; “O nível de vitamina C no plasma é inversamente proporcional a pressão sanguínea.
Isso indica a possibilidade da vitamina C influenciar a pressão sanguínea em adultos jovens saudáveis. Sendo que a pressão arterial baixa na em adultos jovens, indica que na velhice estas pessoas terão uma menor incidência de eventos vasculares e também uma pressão sanguínea mais baixa e controlada, futuras pesquisas sobre os efeitos da vitamina C podem confirmar ainda mais seus benefícios no tratamento da hipertensão.”

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Baixos Níveis de Vitamina D estão Relacionados com uma Musculatura mais Fraca


NUTRIÇÃO, SUPLEMENTOS E SAÚDE

BAIXOS NÍVEIS DE VITAMINA D ESTÃO RELACIONADOS
COM UMA MUSCULATURA MAIS FRACA

Artigo retirado do Informativo Mensal
Vitamin Research News
(www.vrp.com) Fevereiro/2009

Escrito pela Equipe VRP
Ward KA, Das G, Berry JL, Roberts SA, Rawer R, Adams JE, Mughal Z. Vitamin D Status and Muscle Function in Post-Menarchal Adolescent Girls. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. February 2009;94(2):559-563.

Artigo traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com

Em um novo estudo; pesquisadores constataram que garotas que possuem níveis baixos de vitamina D3 no sangue, possuem força muscular reduzida. Estudos prévios demonstram que aproximadamente 55% ou mais de 70% dos adolescentes saudáveis, são deficientes na vitamina D3.
Isto é particularmente alarmante, visto que existe uma grande evidência na relação da falta de vitamina D com doenças como osteoporose, fraqueza muscular, fraturas, formas comuns de câncer, doenças autoimunes, doenças infecciosas e cardiovasculares. Seguindo estas pesquisas anteriores, os autores do estudo atual investigaram como a vitamina D afeta a força muscular em garotas adolescentes.

Os pesquisadores requisitaram 99 garotas adolescentes entre 12 e 14 anos em uma escola em Manchester na Inglaterra. Os exames de sangue mostraram que a média dos níveis de vitamina D foi de 21.3 nmol/lBlood samples showed that the average vitamin D3 levels were 21.3 (nmol/L), e variaram entre 2.5 e 88.5 nmol/l. Embora nenhuma das garotas tivessem qualquer sintoma físico da deficiência da vitamina D3, 75 % das garotas selecionadas apresentavam níveis baixos de vitamina D3.

Os pesquisadores mediram a força muscular das adolescentes usando o teste “jumping mechanography”, o qual calcula a força muscular, a velocidade, a altura do salto e com estes registros inseridos num indicador de boa forma (Fitness Index) baseado na performance de cada partivipante durante a série de exercícios com saltos. Os resultados indicaram que as garotas com os maiores níveis de vitamina D3 no sangue tiveram uma performance significativamente melhor no teste de salto. As garotas com altos níveis de vitamina D3 também apresentaram maior força muscular, velocidade e altura do salto quando comparadas com as garotas com níveis baixos de vitamina D3.

Os pesquisadores concluíram que a vitamina D esta fortemente associada com a força muscular em garotas adolescentes.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

BCAA E BIOGÊNESE MITOCONDRIAL


BCAA’s – Biogênese Mitocondrial e Longevidade – Você ainda quer mais??

Artigo retirado da Revista Life Extension (www.lef.org)
Escrito por Matilde Parente, MD
Edição do mês de Maio/2011

- Chowanadisai W, Bauerly KA, Tchaparian E, Wong A, Cortopassi GA, Rucker RB. Pyrroloquinoline quinone stimulates
mitochondrial biogenesis through cAMP response element-binding protein phosphorylation and increased PGC-1alphaexpression. J Biol Chem. 2010 Jan 1;285(1):142-52.

- Shimomura Y, Yamamoto Y, Bajotto G, et al. Nutraceutical effects of branched chain amino acids on skeletal muscle. J Nutr. 2006 Feb;136(2):529S-532S.

Traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira CRN – 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com

Por anos, os entusiastas da aptidão física usaram os aminoácidos de cadeia ramificada para impulsionar o desempenho e a força muscular.
Novas pesquisas mostram também porque os entusiastas da longevidade podem também incorporá-los no seu regime de suplementação.

Um estudo publicado recentemente no jornal clínico respeitado “Cell Metabolism”, mostrou que os aminoácidos de cadeia ramificada (BCAAs), possuem a incrível capacidade de promover a extensão da vida em parte pela indução da biogênese mitocondrial (geração espontânea de novas mitocôndrias).
Neste artigo, os resultados deste estudo são detalhados. Os BCAAs podem imitar os efeitos na extensão de vida da mesma forma que a pyrroloquinoline quinone (PQQ) e o resveratrol.
Especificamente, os BCAAs podem induzir os mecanismos celulares que aumentam o número e a função mitocondrial como também reforçam a expressão do gene pró-longevidade, imitando a ação do resveratrol sobre o gene sirtuin-1!

 OS NUTRIENTES BÁSICOS PARA A VIDA E PARA A LONGEVIDADE:

Sendo os nutrientes básicos para a vida e para o metabolismo celular, os aminoácidos são os pequenos blocos construtores de todas as proteínas.
Os três aminoácidos essenciais e de cadeia ramificada; são a leucine, a isoleucina, e a valina. Comparando com outros aminoácidos simples, os BCAAs compreendem as proteínas funcionais que dão forma e são a
base estrutural da fisiologia humana, da musculatura esquelética e cardíaca ao vasto universo de enzimas que sustentam a vida. Nos seres humanos, cuja massa total da musculatura chega a aproximadamente 40% do peso corporal; os BCAAs compõem quase 50 % de todas as proteínas musculares.

Num memorável estudo do metabolismo celular, uma equipe de cientistas foi além dos efeitos metabólicos dos BCAAs' para explorar seu potencial em aumentar a extensão de vida. Este esforço foi baseado em estudos prévios indicando que a leucina, o isoleucina, e a valina prolongaram a vida na espécie do fermento Saccharomyces cerevisiae.
Conduzida pela pesquisadora líder Giuseppe D' Antona e sua equipe, ratos masculinos foram alimentados com uma dieta que incluía água enriquecida com BCAA. Os ratos que ingeriram BCAAs experimentaram um aumento de 12% na extensão de vida média de 774 dias para controles sem o uso de BCAA, para 869 dias no
grupo usando BCAA. Por não haver nenhuma diferença significativa no consumo alimentar, no peso corporal, e no percentual de gordura entre os animais tratados e não tratados, os autores concluíram que a extensão de vida aumentada, vista no grupo que usou o BCAA não era devido ao baixo percentual de gordura, mas sim do próprio uso dos BCAAs.

Foi descoberto que os ratos que desfrutam de uma maior longevidade possuem níveis elevados de SIRT1, uma forma de sirtuins presente em mamíferos, um subconjunto dos genes ligados conclusivamente a longevidade aumentada através de uma escala das espécies.
Os ratos tratados com BCAAs exibiram também um reforço (upregulation) dos sistemas genéticos de defesa que diminuem os efeitos prejudiciais das espécies reativas de oxigênio (ROS), que estão fortemente associados com o envelhecimento celular em muitos organismos, incluindo os mamíferos.
O grupo de ratos alimentados com BCAAs, experimentaram mais uma resposta dose dependente para a nova formação mitocondrial ou biogênese mitocondrial, sendo medido através de marcadores específicos de saída energética nas células dos músculos do coração.
 O EXERCÍCIO FÍSICO DEMONSTROU MELHORAR AINDA MAIS A FUNÇÃO MITOCONDRIAL INDUZIDA PELOS BCAAs.

Ratos treinados e alimentados com BCAAs exibiram quantidades muito maiores de mitocôndria no coração e nos músculos quando estes tecidos foram examinados por microscopia eletrônica. Os grupos suplementados com BCAAs mostraram também maior resistência em testes na esteira e um desempenho melhor nos testes de coordenação motora.
O estudo do Dr. D' Antonas incluiu um segundo grupo dos ratos que possuíam uma mutação específica. Nestes ratos mutantes faltam uma enzima chave envolvida no relaxamento e na regulação do fluxo de sangue chamada de endotelial óxido nítrico sintetase ou eNOS.

Sem eNOS, os ratos morrem mais cedo e desenvolvem a doença cardiovascular e outros patologias relacionadas com a idade similares aos seres humanos que sofrem de Síndrome Metabólica. Os ratos
que não possuem a enzima eNOS, não experimentaram os mesmos benefícios na extensão de vida, na biogênese mitocondrial, na maior expressão do gene SIRT1 (responsável pela longevidade), nem mesmo tiveram uma melhor defesa na guerra contra os radicais livres em resposta ao tratamento com os BCAAs.
Isto conduziu os pesquisadores a concluir que a atividade saudável da eNOS, representa também um papel chave ação pró-longevidade dos BCAAs', da biogênese mitocondrial, e na redução do stress oxidativo.


 BENEFÍCIOS IMPORTANTES DOS BCAAS:

Uma vez ingeridos, os BCAAs são transportado e metabolizados por um grupo de enzimas específicas. O que faz os BCAAs únicos entre os aminoácidos é que eles não são metabolizados pelo fígado. Cortando caminho, entram rapidamente na circulação e são diretamente absorvidos pelos músculos. Então, entram nas usinas energéticas celulares, conhecidas como mitocôndria, responsáveis por mais de 90% de toda energia liberada pelo nosso organismo.
O exercício físico melhora ainda mais a função mitocondrial induzida pelos BCAAs.

Os BCAAs exercem uma profunda influência sobre o metabolismo e síntese das proteínas. A leucina também parece exercer uma função chave na formação e regulação do metabolismo protéico.
Estudos com humanos que examinaram estas ações excepcionais dos BCAAs no sangue e na musculatura e sua contribuição na recuperação muscular e diminuição da fadiga em atividades físicas intensas como o treinamento com pesos.
Um estudo publicado em 2010 no Journal of the International Society of Sports Nutrition, comentou o poder dos BCAAs no aumento da massa muscular e na diminuição da fadiga como benefícios importantes para indivíduos com atividade física regular.
Em adição a esta nova confirmação na sua ação no aumento da longevidade e em gerar novas mitocôndrias, os BCAAs também ajudam na luta contra várias doenças mortais ocasionadas pela idade.

Pesquisas com humanos revelam efeitos favoráveis da ingestão de aminoácidos essenciais, dentre eles os BCAAs, na sensibilidade insulínica e no controle da glicose sanguínea, como demonstrado num estudo feito com 34 pacientes diabéticos idosos, por um período de mais de doze meses.
A mistura de BCAAs ocasionou a melhora de vários parâmetros do metabolismo da glicose, incluindo a hemoglobina glicosilada, neste grupo de adultos com um controle irregular do diabetes.


 O QUE VOCÊ PRECISA SABER: BCAAs E RESTRIÇÃO CALÓRICA:

Os três aminoácidos de cadeia ramificada leucina, isoleucina e valina são nutrientes essenciais que não podem ser feitos pelo organismo e devem ser consumidos na dieta.
• Os BCAAs não são metabolizados pelo fígado, em vez disso entram rapidamente na corrente sanguínea, onde são diretamente capturados pelos músculos e usados para fornecimento de energia, reparo e construção muscular.

• Estudos em ratos e pequenas formas de vida mostram que os BCAAs podem estender a vida e estimular a ação do mTOR (estímulo da síntese protéica). Um recente estudo com ratos também mostrou que os BCAAs promovem a biogênese mitocondrial , uma descoberta que se colocada em prática garante uma velhice saudável.

• A administração de BCAAs também fortalece nossos mecanismos de defesa celular contra os perigosos radicais livres.

• Os BCAAs também exercem uma importante função na ação da insulina (sensibilidade insulínica), na manutenção da massa muscular e no suporte a saúde do sistema nervoso.
Os BCAAs também mostraram evitar a perda de massa muscular, condição conhecida como sarcopenia que é muito comum em pessoas idosas, as quais ganharam massa muscular com o uso dos BCAAs.
Isto indica a boa ação dos BCAAs em todas as patologias que apresentam perda de massa muscular.
Desde que os BCAAs estão envolvidos na formação e manutenção do glutamato e do neurotransmissor ácido gama aminobutírico (GABA) nos tecidos cerebrais, os pesquisadores acreditam que eles exercem um importante papel na função e saúde do sistema nervoso.
Estudos em modelos animais mostraram que a administração de BCAAs pode beneficiar as conseqüências devastadoras do trauma cerebral, melhorando a performance cognitiva.

 RESUMO:

Os BCAAs são essenciais a saúde e nutrição humana. Há muito tempo os BCAAs são estudados com sucesso na melhoria da massa muscular e performance de atletas; novos estudos revelam que eles podem estender a vida e combater o envelhecimento celular, possivelmente através de sua habilidade em promover a proliferação mitocondrial.

 A CHAVE PARA A FUNÇÃO BIOLÓGICA: mTOR

A proteína com funções regulatórias mTor; não influencia somente o crescimento muscular e a síntese de proteínas mas também a sobrevivência das células.
A mTOR age como um sensor energético e de nutrientes que recebe um sinal do corpo em relação ao status nutricional e níveis de energia e homônios, incluindo a insulina.
Sentindo a disponibilidade energética, incluindo a ingestão calórica, a atividade da mTOR ajuda a governar o consumo calórico induzindo a sensação de saciedade, em parte através de sua interação com o hormônio leptina, também chamado de hormônio anorexígeno, por sua atividade inibidora do apetite.

Estudos administrados em ratos com a ingestão do BCAA(leucina) ao seu sistema nervoso central, mostrou um melhora da função da mTor numa região do cérebro conhecida como hipotálamo, a qual está associada com a diminuição do consumo alimentar.
O hipotálamo age para igualar a ingestão e o gasto calórico, regulando a fome e a sede e equilibrando funções vitais como a temperatura corporal, os ciclos dormir-acordar, e a sensação de fadiga. A disfunção da mTor se relaciona com a síndrome do excesso de consumo de alimentos, que está associada a obesidade.

 OUTROS BENEFÍCIOS DOS BCAAs

Os BCAAs demonstram seus benefícios potenciais em uma ampla variedade de aplicações.

• Obesidade:

Uma ótima ingestão de BCAAs está associada a uma diminuição da prevalência da obesidade. A suplementação com o aminoácido leucina mostrou seu potencial na preservação da massa muscular em indivíduos consumindo uma dieta hipocalórica para perda de peso. Os cientistas acreditam que a leucina propicia uma resposta pós refeição que protege os músculos ao mesmo tempo que aumenta a perda de gordura.


• Síndrome Metabólica:

Uma dieta rica em proteína e moderada em carboidrato é efetiva no controle da síndrome metabólica, do diabetes tipo 2 e na promoção da perda de peso.
A leucina possui um papel chave na eficácia da dieta rica em proteína porque modula a ação da insulina e o uso da glicose pela musculatura.

• Doença Hepática:

Os BCAAs têm provado melhorar a sobrevida livre de eventos em pacientes com insuficiência hepática, com ruptura de varizes gástricas e esofágicas, com câncer hepático e morte. E ainda melhorar a qualidade de vida em pacientes com cirrose.
Os pesquisadores mostram que os BCAAs melhoram a resistência insulínica que acompanha os pacientes de doença hepática viral crônica.

• Câncer:

A perda de massa muscular diminui a performance física e a qualidade de vida em pacientes com câncer.
Um estudo feito em animais com câncer, uma combinação com uma dieta rica em proteína, enriquecida com leucina e ômega-3; reduziu a perda tecidual, melhorou a performance muscular e normalizou as atividades diárias de rotina.
Os cientistas reforçam que os BCAAs podem ajudar numerosas condições associadas ao catabolismo (perda de tecido muscular), incluindo stress pós-operatório, trauma e queimaduras.

• Dor Muscular:

O consumo de BCAAs antes do exercício reduz a dor muscular no segundo e terceiro dia após o treino, quando comparado com indivíduos que não consumiram o suplemento.
Os BCAAs também reduzem a sensação de fadiga durante treinos intensos. A ingestão de BCAAs durante o treino reduz o aumento dos marcadores sanguíneos do dano muscular e inflamação que sempre ocorrem durante exercícios extenuantes.

domingo, 3 de julho de 2011

Feijão Branco Diminui o Índice Glicêmico


NUTRIÇÃO, SUPLEMENTOS E SAÚDE

Nova e Interessante Utilização para o Extrato de Feijão Branco.

Artigo retirado do Informativo Mensal Vitamin Research News(www.vrp.com)
Edição do Mês de Janeiro/2010
Escrito por Chris De Meletis, ND
Udani JK, Singh BB, Barrett ML, Preuss HG. Lowering
the glycemic index of white bread using a white bean
extract. Nutr J. 2009 Oct 28;8:52.

Artigo traduzido pelo Nutricionista Reinaldo José Ferreira – CRN 6141
reinaldonutri@gmail.com
www.suplementacaoesaude.blogspot.com

Um novo estudo investigou o efeito do extrato de feijão branco sobre o índice glicêmico dos alimentos. O índice glicêmico é uma medida que é usada para avaliar o efeito que a ingestão de carboidratos tem sobre os níveis de açúcar no sangue.
Os hidratos de carbono com um índice glicêmico elevado liberam glicose rapidamente na corrente sanguínea; enquanto que alimentos com um índice glicêmico baixo liberam glicose lentamente na corrente sanguínea.
Geralmente, um índice glicêmico mais baixo está associado a uma diminuição na demanda de insulina. A longo prazo dietas que consistem em ingerir alimentos com um índice glicêmico baixo estão associadas com um menor risco de desenvolver diabetes tipo 2, que é a forma mais comum de diabetes. Na verdade, diabetes tipo 2 representa aproximadamente 90-95% de todos os casos diagnosticados de diabetes em adultos. Pesquisas anteriores descobriram que o extrato de feijão branco pode inibir a enzima conhecida como alfa-amilase; que decompõe carboidratos e podem diminuir o índice glicêmico de alguns amidos contidos nos alimentos, quando o extrato de feijão branco é combinado com a refeição de teste.
Neste novo estudo, os pesquisadores analisaram o efeito da adição de um extrato de feijão branco conhecido como Phase 2 ® numa refeição com pão branco, um alimento padrão utilizado para medir o índice glicêmico devido ao seu alto teor de glicose. Neste estudo randomizado, 13 indivíduos receberam refeições somente com pão branco ou pão branco mais o extrato de feijão branco em 6 ocasiões. O suplemento de feijão branco foi dado em doses diferentes de 1500 mg, 2.000 mg e 3.000 mg. Cada dose foi administrada em forma de cápsula ou em pó. Em seguida os níveis de açúcar no sangue foram monitorados nos indivíduos para calcular o índice glicêmico. Os resultados mostraram que o suplemento de feijão branco em pó em uma dose de 3.000 mg reduziu significativamente o índice glicêmico do pão branco em 34 %.
Os autores do estudo concluíram, "o extrato de feijão branco parece ser um novo e potencialmente eficaz método para reduzir o índice glicêmico dos alimentos sem modificar seu perfil de ingredientes".